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Lucas Torres

No coração da Zona da Mata Norte de Pernambuco, na cidade de Goiana, desponta uma figura mística e intensa, atuante no cenário artístico independente do Estado. “Um exu de voz grave e suave”; é como o poeta Philippe Wollney define Lucas Torres, um artista cujo canto entoa a essência do que nos faz humanos, um intérprete da vastidão de nós mesmos. Por isso e por si só, não aceita definições: é cantor, músico multi-instrumentista, compositor e um dos artistas mais performáticos da Mata Norte. Sua versatilidade e capacidade inventiva surgiram ainda quando menino. É autodidata em ilustração, violão e percussões. Desde cedo revelou aptidão para expressão corporal, teatro e performance. Cresceu cantando e, além disso, herdou de familiares artistas variadas percepções sobre o mundo das artes.

Em 2005, dá início a sua trajetória artística focada na música, calcada por incursões em diversos estilos musicais. Naquele ano passou a integrar os vocais de apoio e a percussão da banda goianense “Macumbá”, projeto que mesclava poesia regional e ritmos de influências afro-indígenas, uma jornada que proporcionou oito anos de aprendizados em canto e percussão. Logo depois, assumiu o vocal da banda “Flores Mortas”, grupo de poesia e música experimental progressiva, onde iniciou seus primeiros passos como compositor e performer.

A desenvoltura e o protagonismo lhe lançaram mais adiante em carreira solo, que já lhe rendem dois EPs. Com repertório autoral, Lucas Torres já realizou shows em festivais como Pós-Cana, Tipóia e Goiana 545 anos; cantou com artistas como Almério, Karynna Spinelli, Isaar, Paulo Neto, Juliano Holanda, Tom Rocha, Ticuqueiros, Flotilha em Alta-Terra, Carlos Ferrera e também com as bandas filarmônicas mais antigas da América Latina: a Sociedade Musical Curica (1848) e a Banda Saboeira (1849), patrimônios vivos da cultura Pernambucana. Em sua cidade natal, já foi convidado para abrir shows de nomes como Vanessa da Mata, Silvério Pessoa e Mundo Livre S/A.

Em 2018, lança o seu disco de estreia “SIGNOSER”, com direção e produção musical de Juliano Holanda, músico colaborador e parceiro do artista. O álbum traz 10 composições, incluindo peças autorais e interpretações dos poetas Philippe Wollney, Júlio Holanda e Zé Torres. Com participações especiais de Almério, Sam Silva e Walter Areia, a obra apresenta uma mistura visceral de sons, sensações, impressões e influências do artista: um verdadeiro mergulho no seu universo particular.

O fascínio pela imensidão do universo; o paradigma do espaço-tempo; o significado do ser, da vida na matéria; o SIGNOSER. De confabulações existenciais e experiências artísticas plurais nasce o álbum de estreia de Lucas Torres, com produção musical assinada pelo músico, compositor e produtor Juliano Holanda. A obra reflete o âmago do artista: as primeiras vivências musicais; as influências primárias dos tios poetas; a vida na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Um mosaico fluido de sentidos e impressões sob roupagem do pop experimental, que projeta o mundo mais íntimo de Lucas Torres em um mar de experimentos sonoros. Essa é a tônica do disco, que confirma o destaque que o cantor recebe na cena da música experimental pernambucana.

SIGNOSER é uma busca pelo elo que nos faz menos homem e mais humano. Trata da pequenez que é grandiosa; do tudo que também é nada; daquilo que é breve e infinito ao mesmo tempo; do universo particular da Mata que fala ao mundo inteiro. As composições que figuram no álbum – de autoria do cantor e de seus parceiros de música e vida – ganham matrizes únicas com os arranjos de Juliano Holanda, propondo leituras múltiplas de aspectos profundos da natureza humana: desejos, vazios, solidões, encontros, afetos, pertencimentos. Inquietações da essência do ser que tantas vezes o transbordam e assumem significados mais amplos – mesmo que não se perceba.

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